


Prāna (em sânscrito:प्राण, sopro de vida) é, segundo os Upanishads, a energia vital universal que permeia o micro e macro cosmos. Pura energia Prana é tudo o que nos faz sentir em casa, tudo o que nos religa à nossa natureza essencial.



As férias são o momento sempre esperado para quebrar com a rotina, descomprimir e recuperar energias. Mas estas minhas férias foram tudo menos isso!! O volume de trabalho aumentou, as relações interpessoais tenderam a exigir de mim emocionalmente e a tentativa de trabalhar e explorar energeticamente o meu ser deixou-me algo esgotada. Neste cenário, foi muito difícil para mim conseguir o apaziguamento dos sentidos através da prática de yoga.
De facto, em cada tentativa acabava por sentir alguma frustração, pois não sentia o efeito que outrora sentira. Cheguei a questionar o porquê. Não queria acreditar que a minha viagem tivesse chegado ao fim… Preferi acreditar que, se não consegui interiorizar a prática de yoga durante os meses de verão, não deveria forçar. Aliás, forçar a prática é algo que devo travar, pois como indica o Yoga Sutra II:47 “a posição é dominada quando se elimina a tensão e se medita no infinito”.
É precisamente na meditação que devo procurar o reencontro, pois os asanas são instrumentos para o crescimento pessoal e não um fim em si mesmo, caso contrário corre-se o risco de que o ego cresça em proporção direta ao aumento da flexibilidade. Mas essa consciência parece ter sido esquecida e o meu receio é de um apego (Parigraha) demasiado ao corpo, esquecendo Mokṣa. Vyāsa, em comentário ao aforismo II:38 do Yoga Sutra, diz que aparigraha significa “desistir de cobiçar, considerando que a cobiça e o acúmulo causam problemas, que as coisas estão sujeitas à decadência e que a associação com elas causa desconfiança e rancor”.
Prática de hatha yoga em seminário de 1 dia (25€/dia) durante 6 meses – 1 sábado por mês, na Casa da Ervas Silvestres.
Calendário:
Das 10h Às 16h
Local: Outeiro da Moura, Verride, Coimbra.
Coordenadas: 40.14138538793605,-8.720312118530273
Tadasana, Udhva hastasana, Uttanasana, Adho Mukha Svanasana, prancha, Chaturanga, Bhujangasana;
Eka Pada Adho Mukha Svanasana, Raja Kapotasana, Eka Pada Koudinyasana;
VirabhadrasanaI, Virabhadrasana II, Parshvottanasana, Prasarita Padottanasana,
Shirsasana, Bakasana
A medicina ayurvédica é conhecida como a mãe da medicina, desenvolvida na Índia há cerca de 7 mil anos, e seus princípios e estudos foram a base para, posteriormente, o desenvolvimento da medicina tradicional chinesa, árabe, romana e grega. Ayurveda significa, em sânscrito, Ciência (veda) da vida (ayur). Continua a ser a medicina oficial na Índia e tem-se difundido por todo o mundo como uma técnica eficaz de medicina tradicional.
A Ayurveda considera que a doença se inicia muito antes das manifestações biofísicas. Assim, pequenos desequilíbrios tendem a aumentar com o passar do tempo, se não forem corrigidos, originando a enfermidade muito antes de podermos percebê-la.
A medicina ayurvédica fundamenta-se na teoria dos cinco elementos fundamentais (ar, éter, fogo, água e terra) que por sua vez possuem fundamentação cosmológica na filosofia Samkhya. Segundo esta tradição, os seres humanos são influenciados pelos 5 elementos através dos doshas. Os doshas são Vata, regido por ar e éter, Pitta, regido por fogo e água, e Kapha, regido por terra e água. Todas as pessoas possuem os três doshas, mas em proporções diferentes. No momento da nossa concepção a nossa constituição é definida, isto é, determinam-se os doshas presentes em maior quantidade no nosso organismo. Ao nascermos, tal proporção está em equilíbrio (prakrti), mas com o tempo e a vida desregrada surge o desequilíbrio em um ou mais desses doshas (vikrti), contribuindo para o surgimento e desenvolvimento de doenças.
Resumo das características de cada dosha: