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Shree Yantra


Sabia que podemos observar o som?! Os antigos diagramas hindus dos Chakras e Mandala-Yantras são como mapas da geometria do som. A civilização védica conhecia física quântica e entendia que o corpo e o Universo são uma única “nuvem” de energia vibratória e que o segredo para a saúde e a felicidade passa por manter todas as camadas de energia em sintonia, a vibrar na mesma frequência. Sons de baixa frequência produzem círculos, enquanto que os sons de frequências mais elevadas elaboram padrões mais complexos e intrincados. 

Os Yantras são instrumentos que facilitam a concentração. O Shree Yantra é a mandala mais importante da tradição hindu. Simboliza a criação a partir da união dos aspectos feminino e masculino da divindade, um fragmento filosófico muito importante do pensamento tântrico, que data à era védica (mais de 5.000 a.C.).

Shree Yantra é formado por um encontro de nove triângulos, dos quais cinco têm o seu vértice para baixo e representam Shakti, o aspecto feminino da divindade, e os outros quatro, com o vértice para cima, representam Shiva, o aspecto masculino. Em conjunto, articulam-se em volta do bindu, o ponto central que é a origem de toda a manifestação. Trata-se de um modelo que simboliza a forma e o poder próprios de Shakti (a energia criadora), assim como as diversas etapas da sua manifestação: o impulso do desejo primordial surgido da natureza de Prakriti que cria uma vibração (spanda) que ressoa como um som (nada) – o som primordial, e a própria criação do universo.

A primeira etapa da manifestação é representada por um ponto chamado bindu, o núcleo de energia concentrada, a semente do som primordial, e representa os aspectos dinâmicos e estáticos do masculino e do feminino (Shiva e Shakti), unidos num só. É o ponto que contém todas as potencialidades do devir.

Quando a criação se inicia, este ponto transforma-se em apara bindu, que cresce e toma a forma de um triângulo. As energias dinâmicas e estáticas começam a relacionar-se e os dois pontos suplementares emergem para formar uma tríade: o triângulo primordial, chamado mula-trikona, que representa as três qualidades de Shakti: jovem, bela e terrível, que coincide com o triplo processo: criação, preservação e destruição.
Estes pontos representam sílabas sânscritas e três vibrações básicas das suas pronúncias. Destas sílabas emana um único som primordial. O triângulo voltado para baixo representa o modelo da primeira forma do desejo original (a yoni, figura que representa o sexo feminino), o processo criador, simboliza o princípio dinâmico da criação. O elemento estático predomina no bindu, que representa o elemento masculino. Toda a criação provém destes princípios: a união do ponto e do triângulo. Por isso se diz que O Shree Yantra é o corpo de Shiva e Shakti.



 

Encontro teórico-prático de yoga com Walter Ruta

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Este ano recebi o Verão com um extraordinário encontro teórico e prático de yoga, realizado no TenChi, em Sintra, nos dias 21 e 22 de Junho, dando continuidade à aquisição de conhecimentos da tradição de Hatha Yoga transmitidos pelo grande e especial Professor Walter Ruta, que tem vindo a divulgar os ensinamentos de seu Mestre Sri Sri Sri Swami Satchidananda Yogi de Madras.
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O tema deste seminário centrou-se na compreensão da dualidade como ponto fundamental para encontrar o equilíbrio, o ponto de união entre dois pólos. O entendimento deste conflito/dualidade só é conseguido num plano superior, onde nos encontramos entre dois (unidade), em vez de nos encontrarmos entre muitos (diversidade ou multitude).
Para que aconteça um crescimento pessoal e espiritual, não podemos optar por apenas um dos opostos; é necessário saber agarrar e largar cada um dos vértices dicotómicos para que consigamos encontrar o nosso centro, o nosso caminho do meio! Quando conhecermos esse ponto de equilíbrio, estaremos preparados para ascender ao nível seguinte de consciência  energética e espiritual.
Na multitude (no exterior) devemos ajudar a gerir os conflitos, as dicotomias; na unidade (no interior) rendemo-nos à luz que brota do conhecimento adquirido no equilíbrio dos opostos, luz essa que ama, mas que também pode ofuscar, tal é o seu poder/energia.
Durante a prática, exploramos preccisamente estas ideias, com bastantes posturas de equilíbrio de dificuldade média a avançada, tais como Mayurasana, Eka Pada Galavasana, Uttana Salabhasana, Adho Muka Vrksasana, que nos obrigaram a sentir o ponto de equilíbrio, de unidade.
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Através de práticas de pranayama (bastrika, nadi shodana, surya bedha e chandra bedha pranayama) e kryas (kapalabhati, nauli e agni krya) exploramos o nosso agni, permitindo-o elevar o nosso nível energético.
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III Seminário de Walter Ruta

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Aconteceu no passado fim-de-semana (16 e 17 de Novembro 2013) o III seminário com o yogi Walter Ruta, com o carimbo da Federação Portuguesa de Yoga.
Foi intenso, a começar às 6 da manhã no Domingo com práticas de meditação, pranayama e asanas, revitalizante, apesar de exigente física e energeticamente e estimulante.
A parte prática incidiu essencialmente sobre a série de 10 posturas de Swamiji (Sri Sri Sri Satchidananda Yogi), mestre de Walter Ruta e do Professor Amândio Figueiredo.



A parte teórica abordou a perspectiva tipológica dos indivíduos segundo Margnelli, Hipócrites e Swamiji.

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Vídeo de Swamiji executando Shat Karma:
http://youtu.be/dc74vYNCgaA

Vigyana Bhairava Tantra

TantraTrata-se de uma texto sagrado escrito por volta de 800 a.C. que faz referência a técnicas tântricas milenares provenientes do noroeste da Índia. Este texto foi redigido segundo a tradição do Shivaismo de Caxemira, seguindo o sistema tantra de sólida formação filosófica, no entanto, é considerado uma ciência mística.
Tantra é um sistema filosófico, muito próximo do Yoga dada a sua natureza prática e experimental, que promove a vivência consciente e espiritual.
Vigyana significa sabedoria e auto-conhecimento, percepção livre de pensamento. Bhairava significa a terrível forma de Shiva (consciência) que destrói a ignorância e o condicionamento mental. O Vigyana Bhairava Tantra é, portanto, um manual de meditações práticas utilizáveis no quotidiano para promover a transformação da percepção e consciência.
Uma das premissas básicas do Vigyana Bhairava Tantra é que nós somos mais do que substância e matéria. A nossa natureza individual é essencialmente energia (spandam, em sânscrito), energia criativa e transformativaque existe em toda a parte, desde sempre. O Tantra vê o mundo como uma manifestação de Shakti, a expressão dinâmica de Shiva. Nada é rejeitado, nem considerado ilusório, todas as situações têm potencial para abrir os nossos olhos para o milagre da existência. No entanto, a um nível mais profundo, a nossa natureza é pura consciência, qualidade que em muito difere da matéria e da energia. Se conseguirmos purificar a nossa energia poderemos catalisar uma explosão interior de consciência, êxtase e felicidade. Em contrapartida, beneficiamos da compreensão da natureza da própria consciência.
O Vigyana Bhairava Tantra faz referência a 112 técnicas de meditação que permitem centrar a consciência, independentemente da situação em que nos encontremos, conseguindo atingir uma estado de yoga. Ensina-nos a viver de forma mais plena e como devemos celebrar e realizar a nossa essência natural em qualquer situação. As práticas foram concebidas para acalmar a mente dos seus pensamentos e trazê-la ao momento presente. Todas as técnicas mencionadas são não-moralistas, não-religiosas e não-filosóficas. Algumas centram-se na respiração, outras em questões emocionais como o amor, frustração ou raiva, outras na relação com a natureza, outros seres humanos ou animais, outras com os sons da natureza, outras centram-se na visualização. Independentemente da técnica utilizada todas elas focam-se no centro do ser, na origem de todas as percepções.
shivaparvatiA tradição refere que os ensinamentos do Vigyana Bhairava Tantra foram transmitidos por Shiva a sua esposa Parvati, sendo que o primeiro simboliza a consciência e a segunda a busca espiritual, aquela que procura o sentido da vida, a verdade em si mesma. Os ensinamentos tântricos acontecem num ambiente de amor, num estado de total receptividade (representado pela relação de Shiva e Parvati) onde existe a possibilidade de transcendência do ego e de elevação do estado de consciência.
As técnicas de meditação são utilizadas, não para obter algo, mas para descobrir o que já existe, pois a meditação não requer técnica alguma, ela acontece espontaneamente, no entanto é necessário colocar-mo-nos numa situação de espontaneidade. As técnicas do Vigyana Bhairava Tantra removem os bloqueios à espontaneidade, criando um espaço interior que permite o florescimento de êxtase.
Vigyana Bhairava Tantra, vol. I
Vigyana Bhairava Tantra, vol. II
As 112 técnicas de meditação tântrica
Tantric Wisdom Goddesses, David Frawley

Períneo femininoPompoarismo é uma antiga técnica oriental, derivada do tantra, que consiste na contração e relaxamento dos músculos circunvaginais, buscando como resultado o prazer sexual. Para o domínio da técnica são realizados com o auxílio dos ben-wa, que consistem em pequenas bolas ligadas através de um cordão de nylon, conhecidas também como bolinhas tailandesas (no caso das mulheres), e na contração na musculatura no esfíncter e dos músculos do períneo (no caso dos homens). Afirma-se ainda que o pompoarismo pode ser benéfico contra incontinência urinária e na preparação do canal para partos mais fáceis.
Os músculos do períneo, situados no chakra da raiz, são trabalhados no yoga aquando da prática de mula bandha.

Mandalas

mandala divindadesMandala é uma espécie de yantra (instrumento, meio, emblema) que significa círculo mágico ou concentração de energia, em sânscrito. Universalmente a mandala é o símbolo da integração e da harmonia. A sua antiguidade remonta pelo menos ao século VIII a.C. e são usadas como instrumentos de concentração e para atingir estados superiores de meditação (sobretudo no Tibete e no budismo japonês). No budismo, a mandala é um tipo de diagrama que simboliza uma mansão sagrada, o palácio de uma divindade.
Em rigor, mandalas são diagramas geométricos rituais: alguns deles correspondem concretamente a determinado atributo divino e outros são a manifestação de certa forma de encantamento (mantra).
As mandalas seguem um formato simbólico preciso. A sua forma circular é constituída por um aro exterior de fogo, que confere uma natureza protectora à mandala, permitindo que se visualize a eliminação simbólica das impurezas, à medida que se vai entrando no centro da mandala. O 2º círculo é constituído por um aro de diamantes (vajras), que simbolizam a qualidade indestrutível da iluminação (representa a firmeza do poder espiritual). O último círculo é composto por pétalas de lótus que simbolizam a pureza.
Seguidamente, são desenhados os limites do “templo sagrado” (vimana) o qual representa as 4 entradas ou portas (dvara). O interior do espaço sagrado é visto como axis mundi, representando o macrocosmos no microcosmos, ou seja, o mundo no interior do ser. É a morada das divindades e também representa a relação do ciclo de morte e renascimento (samsara) com o nirvana ou moksha.
As mandalas são, no fundo, a representação do mundo cosmo-gonológico, sendo que a divindade central determina as qualidades do cosmos. Na liturgia (puja) a mandala é o local onde uma divindade é invocada por um mantra. Ao conjugar o mantra com a mandala, esta torna-se a divindade em si mesma.

Algumas mandalas para colorir:

 

Apaziguamento dos sentidos

As férias são o momento sempre esperado para quebrar com a rotina, descomprimir e recuperar energias. Mas estas minhas férias foram tudo menos isso!! O volume de trabalho aumentou, as relações interpessoais tenderam a exigir de mim emocionalmente e a tentativa de trabalhar e explorar energeticamente o meu ser deixou-me algo esgotada. Neste cenário, foi muito difícil para mim conseguir o apaziguamento dos sentidos através da prática de yoga.

De facto, em cada tentativa acabava por sentir alguma frustração, pois não sentia o efeito que outrora sentira. Cheguei a questionar o porquê. Não queria acreditar que a minha viagem tivesse chegado ao fim… Preferi acreditar que, se não consegui interiorizar a prática de yoga durante os meses de verão, não deveria forçar. Aliás, forçar a prática é algo que devo travar, pois como indica o Yoga Sutra II:47 “a posição é dominada quando se elimina a tensão e se medita no infinito”.

É precisamente na meditação que devo procurar o reencontro, pois os asanas são instrumentos para o crescimento pessoal e não um fim em si mesmo, caso contrário corre-se o risco de que o ego cresça em proporção direta ao aumento da flexibilidade. Mas essa consciência parece ter sido esquecida e o meu receio é de um apego (Parigraha) demasiado ao corpo, esquecendo Mokṣa. Vyāsa, em comentário ao aforismo II:38 do Yoga Sutra, diz que aparigraha significa “desistir de cobiçar, considerando que a cobiça e o acúmulo causam problemas, que as coisas estão sujeitas à decadência e que a associação com elas causa desconfiança e rancor”.

Hatha Yoga

 
O yoga é uma visão, uma cultura muito própria baseada num conhecimento que vem sendo passado pelos mais experientes e de interpretação pessoal e revelação espontânea.
 
A tradução da palavra Ha e Tha individualmente com Sol e Lua pode apontar para o caminho do equilíbrio e harmonização entre pólos opostos: masculino/feminino, atividade/passividade, aquecimento/arrefecimento, razão/emoção e, na minha opinião, é uma forma válida de perceber o Yoga.
Também é referido que o Hatha Yoga é o “yoga do esforço extremo”. A atitude de disciplina (tapas), o “fogo” que se sente ao sair da nossa “zona de conforto” para nos excedermos pode ser encarado dessa forma.
 
Combinando as posturas (asana), as técnicas de purificação corporal (kriya), as contrações de grupos musculares (bandhas), os selos energéticos com o corpo e mãos (mudrás), técnicas respiratórias (pranayama), meditação (samyama) e outras, é Hatha Yoga, quer seja Ashtanga Vinyasa, Iyengar, Swásthya, etc.
O Sanatana Dharma (conceito Hindu, de origem Veda, de dharma eterno - lei cósmica que rege o ser humano, todos os outros seres  e o universo) é a base do Hatha Yoga.
 

Lakshmi

Lakshmi_É uma divindade do hinduísmo, esposa do deus Vishnu, o sustentador do universo na religião hindu. É personificação da beleza, da fartura, da generosidade e principalmente da riqueza e da fortuna. A deusa é sempre invocada para amor, fartura, riqueza e poder. É o principal símbolo da potência feminina, sendo reconhecida por sua eterna juventude e formosura.

Pode ser vista sentada sobre uma flor de lótus ou segurando flores de lótus nas mãos, e um cântaro que jorra moedas de ouro. Geralmente atribui-se a Lakshmi o símbolo da suástica, que representa vitória e sucesso. Apadma é o nome dado a Lakshmi, quando representada sem o lótus, ao sair do Oceano.

Krishna

A palavra em sânscrito kṛṣṇa é essencialmente um adjetivo que significa "negro", "azul" ou "azul-escuro". Como um substantivo feminino, kṛṣṇa é usado no sentido de "noite", "escuridão" no Rigveda. Krishna é a personificação de Deus que significa “o todo atraente”, a Verdade absoluta.

Embora haja diferenças nas concepções da identidade de Krishna e nos detalhes de sua biografia, alguns aspectos básicos são compartilhados por todas as tradições. Estes incluem um nascimento milagroso, uma infância e juventude pastoris, e a vida como príncipe, amante, guerreiro e mestre espiritual. As principais Escrituras que discutem a história de Krishna são o Mahabharata, o Harivamsa, o Bhagavata Purana e o Vishnu Purana. Nas tradições filosóficas e teológicas Krishna é como um deus do panteão hindu, como uma encarnação de Vishnu ou ainda como a forma original e suprema de Deus. Krishna é o oitavo avatar de Vishnu.

Segundo os textos da escola vedanta (Vedanta-darshana), a manifestação de Govinda, Krishna, deu-se há aproximadamente 5.100 anos atrás, em Mâthura, na Índia, cidade que ainda hoje é um importante centro de peregrinação situada próxima a Nova Delhi, no estado de Uttar Pradesh. No Bhagavad-gîtâ é dito que a Suprema Personalidade de Deus, Krishna, aparece pessoalmente quando há um declínio da religião no planeta Terra e também para a redenção do Universo (Bg.4.7). Dessa forma, há muito tempo atrás, a deusa Bhumi (a mãe-Terra personificada), preocupada com o crescente poder militar dos demónios (materialistas) orou para o Criador deste Universo, o Senhor Brahma, em busca de alívio, pois eles poderiam destruir todo o planeta.

Brahma

Brahma_É o primeiro deus da Trimúrti, a trindade do hinduísmo (os outros são Vishnu e Shiva). Brhama é considerado pelos hindus a representação da força criadora activa no universo. A visão de universo pelos hindus é cíclica. Depois do universo ser destruído por Shiva, Vishnu encontra-se a dormir, flutuando no oceano primordial. Quando o próximo universo está para ser criado, Brahma aparece montado numa flor de lótus brotada do umbigo de Vishnu e recria todo o universo.

Depois de Brahma criar o universo, ele permanece em existência por um dia de Brama (equivalente a 4.320.000.000 anos no calendário hindu). Quando Brahma vai dormir, após o fim do dia, o mundo e tudo que nele existe é consumido pelo fogo. Quando ele acorda de novo, ele recomeça a criação, e assim sucessivamente, até que se completem 100 anos de Brahma.

É representado com quatro cabeças, mas, originalmente, era representado com cinco. De acordo com os mitos, ele possuía apenas uma cabeça. Depois de cortar uma parte do seu próprio corpo, Brahma criou dela uma mulher, chamada Satrupa, também chamada de Sarasvati (Deusa da Sabedoria). Quando Brahma viu sua criação, ele logo se apaixonou por ela e já não conseguia tirar os olhos da sua beleza. Esta ficou envergonhada e tentou esquivar-se dos olhares de Brahma movendo-se para todos os lados. Para poder vê-la onde quer que fosse, Brahma criou mais três cabeças, uma à esquerda, outra à direita e outra logo atrás da original. Então Satrupa voou até o alto do céu, fazendo com que Brahma criasse uma quinta cabeça para poder olhar para cima. Da união de Brahma e Satrupa, nasceu Suayambhuva Manu, o pai de todos os humanos. Nas escrituras, é mencionado que a quinta cabeça foi eliminada por BrahmaShiva. Brahma falou desrespeitosamente de Shiva, que abriu o seu terceiro olho e queimou a quinta cabeça de Brahma.

Brahma tem oito braços e nas mãos segura uma flor de lótus, o seu cetro, uma colher, um rosário, um vaso contendo água benta e os Vedas. O veículo de Brahma é o cisne Hans-Vahana, o símbolo do conhecimento.

Na Índia este deus é pouco adorado pois, na visão hindu, ele já desempenhou a sua função, depois de ter criado o universo. As lendas sobre Brahma não são tantas nem tão ricas quanto as de Vishnu e Shiva. Para estes deuses, existem incontáveis templos de adoração, mas para Brahma apenas um, que fica no lago Pushkar, em Ajmer.

Vishnu

VishnuJuntamente com Shiva e Brahma, forma a trimúrti, a trindade hindu, na qual Vishnu é o deus responsável pela manutenção do universo. A esposa de Vishnu é a deusa Laxmi, deusa da prosperidade e sorte, que o acompanha, encarnado na terra, como esposa de seus avatares. Seu veículo é Garuda, a águia gigante. Vishnu tem uma forte relação com a água (Nara), tanto que um de seus nomes é Narayana, aquele que flutua sobre as águas.

Ele é representado ao lado de uma Serpente com muitas cabeças. Do seu umbigo, nasce uma flor de Lótus da qual emerge Brama, o deus criador do universo. Nas representações comuns de Vishnu, ele aparece flutuando sobre ondas em cima das costas de um deus-serpente chamado Shesh Nag, ou flutuando sobre as ondas. Nas quatro mãos segura os seus atributos divinos: uma concha (ou Pantchdjanya. Possui todos os cinco elementos da criação: ar, fogo, água, terra e éter. Quando se sopra nessa concha, pode-se ouvir o som que deu origem a todo o universo, o Om), um disco de energia (ou Sudarshana. Representa o controle dos seis sentimentos, servindo de arma para cortar a cabeça de qualquer demónio), um lótus (Padma. É o símbolo da pureza e representa a Verdade por trás da ilusão) e um cajado (Kaumodaki que representa a força da qual toda a força física e mental do universo são derivadas).

Segundo o hinduísmo, Vishnu vem ao mundo de diversas formas, chamadas avatares, que podem ser humanas, animais ou uma combinação dos dois. Todos esses avatares aparecem ao mundo, quando um grande mal ameaça a Terra; no total, existem dez avatares de Vishnu, dos quais nove já se manifestaram no nosso mundo. Os mais conhecidos são:

 

Paz

Shiva

shivaTambém conhecido como MAHADEVA, o supremo dos deuses, um dos três principais deuses do panteão hindu, SHIVA é o deus da renovação. As vezes é visto como NATARAJA – o deus das artes e das danças, o dançarino cósmico, bem como o senhor das artes marciais e o protetor dos animais. Numa de suas mãos ele carrega um pequeno tambor que anuncia a criação e noutra, o fogo da renovação. Sua mão estendida representa sua força superior e o pé levantado simboliza a libertação. Dança sobre um demónio que representa a escuridão e o mal, pelo que está acima da ignorância e de todo mal. No seu braço direito há uma serpente demonstrando que Shiva domina todas as riquezas naturais. Possui um terceiro olho que sempre permanece fechado, pois no momento em que o abrir, toda a criação será incinerada pelo calor abrasivo do fogo da renovação. As lendas dizem que o rio Ganges nasce da sua cabeça.
Shiva é o controlador de toda a ira e é conhecido por sua imensa benevolência e misericórdia, concedendo-a a todos facilmente. Às vezes ele é encontrado num estado de meditação, demonstrando que é o deus da Yoga. Shiva  o senhor de DURGA – a deusa da natureza material – e é transcedental a qualquer desejo ou ilusão material . Ele é o pai de Ganesha – o deus da boa sorte e prosperidade. De acordo com as escrituras Védicas, Shiva  o símbolo máximo da potência masculina. Dizem os orientais que Shiva rotege a casa dos seus seguidores de todos os tipos de males.

Segundo a tradição hindu, Varanasi é a cidade de Shiva e aí quem for cremado nas margem do rio Ganges é libertado do ciclo do nascimento e renascimento. Shiva concede-lhes a libertação (moksha), dando por cumpridas as suas missões .

Yugas

A doutrina dos ciclos, à luz da teoria teosófica

Yuga em sânscrito significa ciclo. Antigos teosofistas defendem que, nos primeiros momentos da solidificação deste globo, a massa/matéria envolvida no processo atingiu um certo padrão definido de vibração e que, na intercessão de grandes ciclos, ocorrem efeitos dinâmicos que alteram a superfície do planeta, devido à mudança dos pólos do globo ou a alguma outra convulsão.
A tradição hindu integra o conceito de reencarnação que também faz uso da lei dos ciclos, amplamente difundida por povos e civilizações ancestrais, como a cultura Maia, Egípcia, Védica, Persa. E é curioso cruzar os dados, a saber:
O grande ano sideral é composto de quase 25.868 anos. Afirma-se que o último ano sideral terminou cerca de 9.868 anos atrás, época que coincide com uma violenta convulsão geológica no planeta, ou uma série delas, provocando o deslocamento geográfico e destruição de nações ancestrais.


Paz

Swami Satchidananda (1914-2002)

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Discípulo de Sri Swami Sivanandaji Maharaj de Rishikesh, Himalayas. Estudou com outros santos e sages tais como Sri Ramana Maharshi ou Sri Aurobindo.

Ele foi um exemplo vivo dos ensinamentos e objetivos do Yoga Integral. Não limitado a nenhuma organização religiosa ou país, Sri Gurudev, nome pelo qual também é conhecido, recebia convite de todas as partes do mundo para falar sobre como alcançar a Paz - no sentido Individual e Mundial - e unir pessoas em encontros. É autor dos livros “Integral Yoga Hatha”( edições em inglês e francês), “To know Your Self”, “The Yoga Sutra of Patanjali” (também em português), “The Living Gita”, além de outros.

“Todo ser humano anseia por felicidade verdadeira e duradoura. O caminho ou maneira que ele utiliza para encontrá-la varia de acordo com o nível de crescimento individual de cada um. Você pode lutar para conseguir ser feliz e satisfazer os seus desejos nos níveis físico, emocional e intelectual de sua personalidade. Essa experiência irá ensinar-lhe o que sábios e santos tem ensinado há milênios: que a felicidade verdadeira e duradoura só pode ser obtida através do conhecimento da origem de toda vida. Isto tem sido denominado como Self, Natureza, Deus, Brahman, Consciência Cósmica, Infinito, Nirvana, entre outros. Uma vez que isso é infinito, só pode ser experienciado quando o indivíduo cresce além de sua personalidade limitada.”

 

Paz

Sri Tirumalai Krishnamacharya (1888-1989)


Krishnamacharya foi um mestre de yoga, estudioso e conhecedor de práticas ayurvédicas. Conhecido como o “pai” do yoga moderno, é da sua autoria a introdução do vinyasa como combinação da respiração com as posturas e sua interligações. Para ele, o yoga deve ser apropriado para cada indivíduo.
Alguns alunos de  Krishnamacharya incluem muitos nomes sonantes no ensino do yoga moderno: o seu próprio filho T.K.V. Desikachar (1938), o seu cunhado B.K.S. Iyengar (b. 1918), Indra Devi (1900-2002), K. Pattabhi Jois (1915-2009) e A. G. Mohan (1945).








Paz