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Shree Yantra


Sabia que podemos observar o som?! Os antigos diagramas hindus dos Chakras e Mandala-Yantras são como mapas da geometria do som. A civilização védica conhecia física quântica e entendia que o corpo e o Universo são uma única “nuvem” de energia vibratória e que o segredo para a saúde e a felicidade passa por manter todas as camadas de energia em sintonia, a vibrar na mesma frequência. Sons de baixa frequência produzem círculos, enquanto que os sons de frequências mais elevadas elaboram padrões mais complexos e intrincados. 

Os Yantras são instrumentos que facilitam a concentração. O Shree Yantra é a mandala mais importante da tradição hindu. Simboliza a criação a partir da união dos aspectos feminino e masculino da divindade, um fragmento filosófico muito importante do pensamento tântrico, que data à era védica (mais de 5.000 a.C.).

Shree Yantra é formado por um encontro de nove triângulos, dos quais cinco têm o seu vértice para baixo e representam Shakti, o aspecto feminino da divindade, e os outros quatro, com o vértice para cima, representam Shiva, o aspecto masculino. Em conjunto, articulam-se em volta do bindu, o ponto central que é a origem de toda a manifestação. Trata-se de um modelo que simboliza a forma e o poder próprios de Shakti (a energia criadora), assim como as diversas etapas da sua manifestação: o impulso do desejo primordial surgido da natureza de Prakriti que cria uma vibração (spanda) que ressoa como um som (nada) – o som primordial, e a própria criação do universo.

A primeira etapa da manifestação é representada por um ponto chamado bindu, o núcleo de energia concentrada, a semente do som primordial, e representa os aspectos dinâmicos e estáticos do masculino e do feminino (Shiva e Shakti), unidos num só. É o ponto que contém todas as potencialidades do devir.

Quando a criação se inicia, este ponto transforma-se em apara bindu, que cresce e toma a forma de um triângulo. As energias dinâmicas e estáticas começam a relacionar-se e os dois pontos suplementares emergem para formar uma tríade: o triângulo primordial, chamado mula-trikona, que representa as três qualidades de Shakti: jovem, bela e terrível, que coincide com o triplo processo: criação, preservação e destruição.
Estes pontos representam sílabas sânscritas e três vibrações básicas das suas pronúncias. Destas sílabas emana um único som primordial. O triângulo voltado para baixo representa o modelo da primeira forma do desejo original (a yoni, figura que representa o sexo feminino), o processo criador, simboliza o princípio dinâmico da criação. O elemento estático predomina no bindu, que representa o elemento masculino. Toda a criação provém destes princípios: a união do ponto e do triângulo. Por isso se diz que O Shree Yantra é o corpo de Shiva e Shakti.



 

Diwali

diwali-indiaOu Deepavali ou Deepawali, também conhecido como Festival das Luzes, é uma festa religiosa do hinduísmo, sikhismo, budismo e janaísmo, que comemora a destruição de Narakasura por Krishna, que simboliza a destruição das forças do mal. As luzes ou lâmpadas que se acendem durante as festividades representam a vitória do bem sobre o mal dentro de cada ser humano. Pequenos lampiões (chamados de “diyas”) são acessos durante todas as noites do festival e colocadas ao redor das casas, os quais simbolizam o conhecimento ou a luz interior do indivíduo, que traz a paz interior e combate quaisquer traços de escuridão e ignorância.

Diwali é comemorado no primeiro dia do mês Diwali - diyalunar Kartika, que ocorre no mês de outubro ou novembro, sendo uma época de muita religiosidade, votos de sacrifício e introspecção. Em muitas partes da Índia, é o Baile do Rei Ramachandra em Ayodhya, após 14 anos de exílio na floresta. Rama, um dos avatares de Vishnu, derrotou o mal encarnado em Ravana, que havia raptado sua esposa Sitadevi. O povo de Ayodhya (a capital do seu reino) celebrou a vitória de Rama com a iluminação em fileiras (avali) das lâmpadas (Deepa), dando assim o seu nome: Deepavali. Esta palavra, em devido tempo, se tornou Diwali em hindi.

O Diwali consiste em três ou cinco dias de comemorações (a duração depende de onde vieram suas tradições de comemoração):

  • O décimo-terceiro dia de Porrnima (Lua Cheia) (Dhanatrayodashi ou Dhanteras - “Dhan” significa “fortuna”, e “teras” significa “décimo-terceiro dia”). Este é o primeiro dia do Diwali em que se celebra Lakshmi, a Deusa da Fortuna ou, em alguns lugares na Índia, Yamaraj, o Deus da Morte. É costume comprar utensílios e ornamentos novos para usar neste primeiro dia de Diwali.
  • O décimo-quarto dia (Chhoti Diwali ou Narak chaturdashi). Os hindus acreditam que é nesse dia que Krishna destruiu o demónio Narakasur, libertando o mundo do medo. Foguetes são lançados neste dia, utilizados para simbolizar o afastamento de todo o mal dos arredores. Neste segundo dia de festividades é costume vestir roupas e joias novas, tal como acontece no ocidente na passagem de ano.
  • O dia de lua nova (Diwali/ Lakshmi puja/ Lakshmipujan) da noite sombria de Ashvin. Este é o verdadonam-rangolieiro dia do Diwali, e o mais significativo. Limpa-se a casa nos dias anteriores para receber a Deusa Lakshmi. Presentes e doces, tais como o Kulfi, Pongal, Rasgullas, Jalebi, Halvah de Cenoura, são trocados neste dia para fortalecer os laços de amor entre familiares e amigos. Foguetes são lançados depois do jantar. É costume colocar desenhos lakshmi-poojatradicionais de Rangoli na entrada de casa ou local de trabalho para receber a Deusa da fortuna e da prosperidade, Lakshmi. Outro ritual que acontece neste 3º dia de festival é o “Lakshmi Pooja” que consiste em rituais elaborados usando grãos, folhas e moedas como oferendas, durante o qual a Deusa é invocada recitando mantras Védicos para obtenção da sua bênção, na conquista de riquezas.
  • O primeiro dia da noite brilhante de Kartik (Balipratipada/ Padiwa/ Goverdhan puja/ Varshapratipada). Este é o dia que Krishna ergueu o Govardhan Parvat para proteger as pessoas de Gokul da ira de Indra. O Rei Vikramaditya foi coroado.
  • O quinto e último dia do Festival Diwali (Bhai Dooj / Bhaiya Dooj). No último dia do Diwali, irmãos e irmãs renovam o amor, enquanto irmãs aplicam o sagrado tilak vermelho na testa dos irmãos e rezam pela vida longa deles. Os irmãos abençoam as irmãs e oferecem presentes de amor.
  • Nem todos incluem o décimo-terceiro dia, e separam festivais sagrados de Vasubaras e Bhaubij antes do Diwali, seguindo o Festival Diwali respectivamente.

Namastê2

Mandalas

mandala divindadesMandala é uma espécie de yantra (instrumento, meio, emblema) que significa círculo mágico ou concentração de energia, em sânscrito. Universalmente a mandala é o símbolo da integração e da harmonia. A sua antiguidade remonta pelo menos ao século VIII a.C. e são usadas como instrumentos de concentração e para atingir estados superiores de meditação (sobretudo no Tibete e no budismo japonês). No budismo, a mandala é um tipo de diagrama que simboliza uma mansão sagrada, o palácio de uma divindade.
Em rigor, mandalas são diagramas geométricos rituais: alguns deles correspondem concretamente a determinado atributo divino e outros são a manifestação de certa forma de encantamento (mantra).
As mandalas seguem um formato simbólico preciso. A sua forma circular é constituída por um aro exterior de fogo, que confere uma natureza protectora à mandala, permitindo que se visualize a eliminação simbólica das impurezas, à medida que se vai entrando no centro da mandala. O 2º círculo é constituído por um aro de diamantes (vajras), que simbolizam a qualidade indestrutível da iluminação (representa a firmeza do poder espiritual). O último círculo é composto por pétalas de lótus que simbolizam a pureza.
Seguidamente, são desenhados os limites do “templo sagrado” (vimana) o qual representa as 4 entradas ou portas (dvara). O interior do espaço sagrado é visto como axis mundi, representando o macrocosmos no microcosmos, ou seja, o mundo no interior do ser. É a morada das divindades e também representa a relação do ciclo de morte e renascimento (samsara) com o nirvana ou moksha.
As mandalas são, no fundo, a representação do mundo cosmo-gonológico, sendo que a divindade central determina as qualidades do cosmos. Na liturgia (puja) a mandala é o local onde uma divindade é invocada por um mantra. Ao conjugar o mantra com a mandala, esta torna-se a divindade em si mesma.

Algumas mandalas para colorir:

 

Hatha Yoga

 
O yoga é uma visão, uma cultura muito própria baseada num conhecimento que vem sendo passado pelos mais experientes e de interpretação pessoal e revelação espontânea.
 
A tradução da palavra Ha e Tha individualmente com Sol e Lua pode apontar para o caminho do equilíbrio e harmonização entre pólos opostos: masculino/feminino, atividade/passividade, aquecimento/arrefecimento, razão/emoção e, na minha opinião, é uma forma válida de perceber o Yoga.
Também é referido que o Hatha Yoga é o “yoga do esforço extremo”. A atitude de disciplina (tapas), o “fogo” que se sente ao sair da nossa “zona de conforto” para nos excedermos pode ser encarado dessa forma.
 
Combinando as posturas (asana), as técnicas de purificação corporal (kriya), as contrações de grupos musculares (bandhas), os selos energéticos com o corpo e mãos (mudrás), técnicas respiratórias (pranayama), meditação (samyama) e outras, é Hatha Yoga, quer seja Ashtanga Vinyasa, Iyengar, Swásthya, etc.
O Sanatana Dharma (conceito Hindu, de origem Veda, de dharma eterno - lei cósmica que rege o ser humano, todos os outros seres  e o universo) é a base do Hatha Yoga.
 

Lakshmi

Lakshmi_É uma divindade do hinduísmo, esposa do deus Vishnu, o sustentador do universo na religião hindu. É personificação da beleza, da fartura, da generosidade e principalmente da riqueza e da fortuna. A deusa é sempre invocada para amor, fartura, riqueza e poder. É o principal símbolo da potência feminina, sendo reconhecida por sua eterna juventude e formosura.

Pode ser vista sentada sobre uma flor de lótus ou segurando flores de lótus nas mãos, e um cântaro que jorra moedas de ouro. Geralmente atribui-se a Lakshmi o símbolo da suástica, que representa vitória e sucesso. Apadma é o nome dado a Lakshmi, quando representada sem o lótus, ao sair do Oceano.

Krishna

A palavra em sânscrito kṛṣṇa é essencialmente um adjetivo que significa "negro", "azul" ou "azul-escuro". Como um substantivo feminino, kṛṣṇa é usado no sentido de "noite", "escuridão" no Rigveda. Krishna é a personificação de Deus que significa “o todo atraente”, a Verdade absoluta.

Embora haja diferenças nas concepções da identidade de Krishna e nos detalhes de sua biografia, alguns aspectos básicos são compartilhados por todas as tradições. Estes incluem um nascimento milagroso, uma infância e juventude pastoris, e a vida como príncipe, amante, guerreiro e mestre espiritual. As principais Escrituras que discutem a história de Krishna são o Mahabharata, o Harivamsa, o Bhagavata Purana e o Vishnu Purana. Nas tradições filosóficas e teológicas Krishna é como um deus do panteão hindu, como uma encarnação de Vishnu ou ainda como a forma original e suprema de Deus. Krishna é o oitavo avatar de Vishnu.

Segundo os textos da escola vedanta (Vedanta-darshana), a manifestação de Govinda, Krishna, deu-se há aproximadamente 5.100 anos atrás, em Mâthura, na Índia, cidade que ainda hoje é um importante centro de peregrinação situada próxima a Nova Delhi, no estado de Uttar Pradesh. No Bhagavad-gîtâ é dito que a Suprema Personalidade de Deus, Krishna, aparece pessoalmente quando há um declínio da religião no planeta Terra e também para a redenção do Universo (Bg.4.7). Dessa forma, há muito tempo atrás, a deusa Bhumi (a mãe-Terra personificada), preocupada com o crescente poder militar dos demónios (materialistas) orou para o Criador deste Universo, o Senhor Brahma, em busca de alívio, pois eles poderiam destruir todo o planeta.

Brahma

Brahma_É o primeiro deus da Trimúrti, a trindade do hinduísmo (os outros são Vishnu e Shiva). Brhama é considerado pelos hindus a representação da força criadora activa no universo. A visão de universo pelos hindus é cíclica. Depois do universo ser destruído por Shiva, Vishnu encontra-se a dormir, flutuando no oceano primordial. Quando o próximo universo está para ser criado, Brahma aparece montado numa flor de lótus brotada do umbigo de Vishnu e recria todo o universo.

Depois de Brahma criar o universo, ele permanece em existência por um dia de Brama (equivalente a 4.320.000.000 anos no calendário hindu). Quando Brahma vai dormir, após o fim do dia, o mundo e tudo que nele existe é consumido pelo fogo. Quando ele acorda de novo, ele recomeça a criação, e assim sucessivamente, até que se completem 100 anos de Brahma.

É representado com quatro cabeças, mas, originalmente, era representado com cinco. De acordo com os mitos, ele possuía apenas uma cabeça. Depois de cortar uma parte do seu próprio corpo, Brahma criou dela uma mulher, chamada Satrupa, também chamada de Sarasvati (Deusa da Sabedoria). Quando Brahma viu sua criação, ele logo se apaixonou por ela e já não conseguia tirar os olhos da sua beleza. Esta ficou envergonhada e tentou esquivar-se dos olhares de Brahma movendo-se para todos os lados. Para poder vê-la onde quer que fosse, Brahma criou mais três cabeças, uma à esquerda, outra à direita e outra logo atrás da original. Então Satrupa voou até o alto do céu, fazendo com que Brahma criasse uma quinta cabeça para poder olhar para cima. Da união de Brahma e Satrupa, nasceu Suayambhuva Manu, o pai de todos os humanos. Nas escrituras, é mencionado que a quinta cabeça foi eliminada por BrahmaShiva. Brahma falou desrespeitosamente de Shiva, que abriu o seu terceiro olho e queimou a quinta cabeça de Brahma.

Brahma tem oito braços e nas mãos segura uma flor de lótus, o seu cetro, uma colher, um rosário, um vaso contendo água benta e os Vedas. O veículo de Brahma é o cisne Hans-Vahana, o símbolo do conhecimento.

Na Índia este deus é pouco adorado pois, na visão hindu, ele já desempenhou a sua função, depois de ter criado o universo. As lendas sobre Brahma não são tantas nem tão ricas quanto as de Vishnu e Shiva. Para estes deuses, existem incontáveis templos de adoração, mas para Brahma apenas um, que fica no lago Pushkar, em Ajmer.

Vishnu

VishnuJuntamente com Shiva e Brahma, forma a trimúrti, a trindade hindu, na qual Vishnu é o deus responsável pela manutenção do universo. A esposa de Vishnu é a deusa Laxmi, deusa da prosperidade e sorte, que o acompanha, encarnado na terra, como esposa de seus avatares. Seu veículo é Garuda, a águia gigante. Vishnu tem uma forte relação com a água (Nara), tanto que um de seus nomes é Narayana, aquele que flutua sobre as águas.

Ele é representado ao lado de uma Serpente com muitas cabeças. Do seu umbigo, nasce uma flor de Lótus da qual emerge Brama, o deus criador do universo. Nas representações comuns de Vishnu, ele aparece flutuando sobre ondas em cima das costas de um deus-serpente chamado Shesh Nag, ou flutuando sobre as ondas. Nas quatro mãos segura os seus atributos divinos: uma concha (ou Pantchdjanya. Possui todos os cinco elementos da criação: ar, fogo, água, terra e éter. Quando se sopra nessa concha, pode-se ouvir o som que deu origem a todo o universo, o Om), um disco de energia (ou Sudarshana. Representa o controle dos seis sentimentos, servindo de arma para cortar a cabeça de qualquer demónio), um lótus (Padma. É o símbolo da pureza e representa a Verdade por trás da ilusão) e um cajado (Kaumodaki que representa a força da qual toda a força física e mental do universo são derivadas).

Segundo o hinduísmo, Vishnu vem ao mundo de diversas formas, chamadas avatares, que podem ser humanas, animais ou uma combinação dos dois. Todos esses avatares aparecem ao mundo, quando um grande mal ameaça a Terra; no total, existem dez avatares de Vishnu, dos quais nove já se manifestaram no nosso mundo. Os mais conhecidos são:

 

Paz

Shiva

shivaTambém conhecido como MAHADEVA, o supremo dos deuses, um dos três principais deuses do panteão hindu, SHIVA é o deus da renovação. As vezes é visto como NATARAJA – o deus das artes e das danças, o dançarino cósmico, bem como o senhor das artes marciais e o protetor dos animais. Numa de suas mãos ele carrega um pequeno tambor que anuncia a criação e noutra, o fogo da renovação. Sua mão estendida representa sua força superior e o pé levantado simboliza a libertação. Dança sobre um demónio que representa a escuridão e o mal, pelo que está acima da ignorância e de todo mal. No seu braço direito há uma serpente demonstrando que Shiva domina todas as riquezas naturais. Possui um terceiro olho que sempre permanece fechado, pois no momento em que o abrir, toda a criação será incinerada pelo calor abrasivo do fogo da renovação. As lendas dizem que o rio Ganges nasce da sua cabeça.
Shiva é o controlador de toda a ira e é conhecido por sua imensa benevolência e misericórdia, concedendo-a a todos facilmente. Às vezes ele é encontrado num estado de meditação, demonstrando que é o deus da Yoga. Shiva  o senhor de DURGA – a deusa da natureza material – e é transcedental a qualquer desejo ou ilusão material . Ele é o pai de Ganesha – o deus da boa sorte e prosperidade. De acordo com as escrituras Védicas, Shiva  o símbolo máximo da potência masculina. Dizem os orientais que Shiva rotege a casa dos seus seguidores de todos os tipos de males.

Segundo a tradição hindu, Varanasi é a cidade de Shiva e aí quem for cremado nas margem do rio Ganges é libertado do ciclo do nascimento e renascimento. Shiva concede-lhes a libertação (moksha), dando por cumpridas as suas missões .

Yugas

A doutrina dos ciclos, à luz da teoria teosófica

Yuga em sânscrito significa ciclo. Antigos teosofistas defendem que, nos primeiros momentos da solidificação deste globo, a massa/matéria envolvida no processo atingiu um certo padrão definido de vibração e que, na intercessão de grandes ciclos, ocorrem efeitos dinâmicos que alteram a superfície do planeta, devido à mudança dos pólos do globo ou a alguma outra convulsão.
A tradição hindu integra o conceito de reencarnação que também faz uso da lei dos ciclos, amplamente difundida por povos e civilizações ancestrais, como a cultura Maia, Egípcia, Védica, Persa. E é curioso cruzar os dados, a saber:
O grande ano sideral é composto de quase 25.868 anos. Afirma-se que o último ano sideral terminou cerca de 9.868 anos atrás, época que coincide com uma violenta convulsão geológica no planeta, ou uma série delas, provocando o deslocamento geográfico e destruição de nações ancestrais.


Paz

O meu horóscopo hindu

Thula – nascidos entre 18/10 a 16/11

Deus regente: Sukra (associado ao planeta Vênus)

Pedra: Quartzo rosa e diamante

Cores: Prateado, laranja, branco e vermelho

Números: 7, 25, 214

Palavra-chave: Harmonia

PERSONALIDADE: Adora trocar idéias com as pessoas. Seus pressentimentos quase sempre se revelam corretos. Deve controlar a tendência a se vingar de quem a magoa.

COMO SE COMPORTA NO AMOR: Afetuosa, costuma colecionar envolvimentos amorosos e gosta de estar sempre bem-arrumada para agradar o parceiro. Às vezes, se apaixona rapidamente, para se desinteressar da pessoa logo em seguida.

COM QUEM COMBINA: Sente-se atraída por nativos de Dhanus, Khumbha, Mesha e Shimha. Os parceiros ideais para relacionamentos mais duradouros são os dos signos de Vrishabha, Mithuna, Kanya, Makara e Khumbha.

PLANETA REGENTE: Shukra (Vênus)

DEUS PROTETOR: Lakshmi, a deusa da prosperidade e da beleza.

DIAS DA SEMANA FAVORÁVEIS: Segunda, quarta, sexta e sábado

Áreas em que mais se destaca: Decoração, arte dramática, secretariado, paisagismo, sociologia, diplomacia, produção de moda, fotografia, advocacia, comércio, desenho industrial.

Na mitologia hindu, Sukra, regente de Tula, é o instrutor de demônios. Ele se opôs a Brihaspati, o instrutor dos deuses, e atraiu a ira dos senhores do mundo. Mas se livrou de ser cruelmente castigado, pois os deuses perceberam que ele havia agido de coração puro.

A pureza, aliás, é uma das marcas da personalidade do nativo de Tula, que está sempre disposto a acreditar nas boas intenções das outras pessoas e não consegue agir de maneira maliciosa.

Com esse temperamento confiante e sincero, porém, a pessoa nascida sob o signo de Tula acaba sendo vítima de gente mal-intencionada, que se aproveita da sua disposição para ajudar e servir. Então, desiludida, ela pensa em se isolar e fechar seu coração para o amor e para os amigos. Mas essa depressão não costuma durar muito tempo: a alma alegre do nativo de Tula logo rejeita o desânimo e foge dele.

O nativo de Tula é amoroso, elegante e cheio de charme.

A mulher de Tula se interessa por todo tipo de arte. Em geral, tem talento para dança e as artes plásticas. Desenhar, pintar e ouvir música são alguns dos seus passatempos favoritos. Muito vaidosa, ela gosta de cuidar dos cabelos e de usar roupas bonitas e perfumes de boa qualidade.

 

signo do Alves

signo da mãe

Swami Satchidananda (1914-2002)

File:SatchidanandaSwitzerland.jpg

Discípulo de Sri Swami Sivanandaji Maharaj de Rishikesh, Himalayas. Estudou com outros santos e sages tais como Sri Ramana Maharshi ou Sri Aurobindo.

Ele foi um exemplo vivo dos ensinamentos e objetivos do Yoga Integral. Não limitado a nenhuma organização religiosa ou país, Sri Gurudev, nome pelo qual também é conhecido, recebia convite de todas as partes do mundo para falar sobre como alcançar a Paz - no sentido Individual e Mundial - e unir pessoas em encontros. É autor dos livros “Integral Yoga Hatha”( edições em inglês e francês), “To know Your Self”, “The Yoga Sutra of Patanjali” (também em português), “The Living Gita”, além de outros.

“Todo ser humano anseia por felicidade verdadeira e duradoura. O caminho ou maneira que ele utiliza para encontrá-la varia de acordo com o nível de crescimento individual de cada um. Você pode lutar para conseguir ser feliz e satisfazer os seus desejos nos níveis físico, emocional e intelectual de sua personalidade. Essa experiência irá ensinar-lhe o que sábios e santos tem ensinado há milênios: que a felicidade verdadeira e duradoura só pode ser obtida através do conhecimento da origem de toda vida. Isto tem sido denominado como Self, Natureza, Deus, Brahman, Consciência Cósmica, Infinito, Nirvana, entre outros. Uma vez que isso é infinito, só pode ser experienciado quando o indivíduo cresce além de sua personalidade limitada.”

 

Paz

Sri Tirumalai Krishnamacharya (1888-1989)


Krishnamacharya foi um mestre de yoga, estudioso e conhecedor de práticas ayurvédicas. Conhecido como o “pai” do yoga moderno, é da sua autoria a introdução do vinyasa como combinação da respiração com as posturas e sua interligações. Para ele, o yoga deve ser apropriado para cada indivíduo.
Alguns alunos de  Krishnamacharya incluem muitos nomes sonantes no ensino do yoga moderno: o seu próprio filho T.K.V. Desikachar (1938), o seu cunhado B.K.S. Iyengar (b. 1918), Indra Devi (1900-2002), K. Pattabhi Jois (1915-2009) e A. G. Mohan (1945).








Paz

Sri Swami Sivananda Saraswati Maharaj (1887 – 1963)

Graças ao seu trabalho, muitas pessoas conheceram a Sivananda, tendo escrito o best seller  “The Complete Illustrated Book of Yoga” em 1960. Esta obra foi fundamental ao trazer a prática do que hoje se conhece como Sivananda Yoga em todo o mundo. Vishnudevananda popularizou uma sequência de doze asanas principais que eram praticados Rishikesh, aliadas a técnicas de pranayama, relaxamento, alimentação vegetariana e meditação.

Em sua imensa obra literária (mais de duzentos volumes), Swami Sivananda resgatou aspectos até então mantidos secretos da prática do Hatha Yoga e do Raja Yoga de Patanjali. Nos seus primeiros livros como a “Prática do Yoga” fazia questão de escrevê-los como verdadeiros manuais práticos, tornando-os acessíveis ao grande público e não apenas a elite intelectual da época.

No famoso livreto “Thought Power” –O Poder do Pensamento- ele nos diz:

“Todo impulso da mente, todo pensamento é transmitido às células. Estas se vêem extraordinariamente influenciadas pelas distintas condições ou estados mentais. Se há confusão, depressão e outros pensamentos ou emoções negativas na mente, estes são telegraficamente transmitidos através do sistema nervoso a todas as células do corpo. O pensamento é um poder vital, vivo e dinâmico, a força mais vital, sutil e irresistível que existe no universo.”

Por Gopala

Paz

Yoga sutras

São o texto clássico que codificou o conhecimento tradicional sobre o Yoga. Foi escrito por Patañjali, renomeado siddha nascido na região do noroeste da Índia, e que obteve notoriedade ensinando Yoga no sul daquele país. Acredita-se que tenha vivido por volta da época de Siddharta Gautama, o Buda, no século V a.C., ou pouco tempo depois.

O texto se compõe de 196 aforismos divididos em quatro capítulos que tratam do método do Yoga para libertar o praticante das transformações materiais e da morte (sutra IV, 33) devolvendo-o à sua natureza autêntica (sutras IV, 34 e I, 3). Os quatro capítulos são os seguintes:

  1. Samāadhi Pāada - que trata da definição do samadhi, um estado meditativo da mente, e dos processos para alcançar esse estado;
  2. Sādhana Pāda - que trata da prática que leva ao estado meditativo e dos obstáculos que podem ser encontrados;
  3. Vibhūti Pāda - que trata dos resultados obtidos com a prática da meditação profunda (samyama) e que são conhecimentos e habilidades especiais;
  4. Kaivalya Pāda - que trata do objetivo final do Yoga proposto nos Sutras, o estado de identificação do praticante com todo o Universo, produzindo o isolamento (Kaivalyam) que dá nome ao capítulo.

O Yoga ensinado nos Sutras é conhecido como Raja Yoga, Yoga Clássico ou Yoga do Samkhya. De fato é do Sistema Samkhya que os Sutras extraem a teoria que dá sustentação à respectiva proposta prática.

Sutras são um tipo de composição literária sânscrita que tem a finalidade de facilitar a memorização de um assunto complexo. Extremamente concisos, apresentam o assunto de forma linear, em que cada aforismo decorre naturalmente do anterior. Seu estilo de compor o assunto com pouquíssimas palavras torna muito difícil a respectiva leitura, ainda que facilite a memorização. Por essa razão, os sutras são frequentemente acompanhados por comentários mais extensos produzidos por mestres de várias épocas, com vista ao melhor entendimento de seu conteúdo.

Patandjáli tem sido frequentemente chamado de fundador do Yoga por causa deste trabalho; o Yoga Sutra é um tratado sobre o Raja Yoga, baseado na escola Samkhya e nas escrituras hindus do Bhagavad Gita. Esta obra não faz referência à prática de sacrifícios como condição para a prática. Ao desmistificar este dogma, Patanjali propôs as bases do yoga clássico, se opondo ao yoga proto-histórico. Ele baseia seu trabalho nas Puranas, Vedas e Upanixades, sendo o mais brilhante tratado sobre as escrituras Hindus.

Ele também foi o criador do Ashtanga Yoga e do Raja yoga por literalmente descobrir os oito passos do yoga. Eles são os yamas,niyamas, asana, pranayama, pratyahara,dharana, dhyana e samadhi.

 

Yoga Sutras em Português ou aqui

 


Vídeos sobre yogasutras:

Canal yoga sutras

 

 

 

Paz

A civilização védica

A civilização védica desenvolveu-se nos II e I milênios a.C., embora a tradição hindu proponha uma data mais remota, no VI milênio a.C. e é a cultura associada ao povo que compôs os textos religiosos conhecidos como Vedas.

 

 

 

 

 

 

 

 

O sânscrito védico e a religião védica persistiram até o século VI a.C., quando a cultura começou a transformar-se nas formas clássicas do hinduísmo. O sânscrito era a língua sagrada dos hindus, aquela que seus ancestrais indo-arianos (civilização védica) haviam utilizado para conservar por escrito os textos sagrados mais antigos, os quatro Vedas, a começar pelo primeiro, o Rigveda. Em 1784 foi publicada a tradução do "Bhagavad-Gita", um dos textos fundamentais da filosofia hindu, que trata dos deveres e das boas ações e faz parte do Mababharata, poema épico composto por volta de 800 a.C.

Rig Veda ou Rigveda, Livro dos Hinos, é o Primeiro Veda e é o mais importante, pois todos os outros derivaram dele. Rig Veda é o Veda mais antigo e, ao
mesmo tempo, o documento mais antigo da literatura hindu, composto de hinos,
rituais e oferendas às divindades.

o Rigveda, contém 11 mil e dezessete hinos, cuja composição original remonta provavelmente à primeira metade do segundo milênio. Esses poemas, que expressam o temor diante dos mistérios da vida e do universo, foram compilados pelos brâmanes, que lhes deram uma forma padronizada, pela qual os transmitiram oralmente através das gerações. Eles só foram postos em forma escrita muito mais tarde; o documento escrito mais antigo que se conhece remonta ao século XIV de nossa era, ou seja, muito tempo depois do início da era histórica.

Por meio do culto prestado a cada um dos deuses - cujos rituais são descritos pelos Vedas - o crente busca unir sua alma à divindade, fonte do curso harmonioso do nascimento, do crescimento, da velhice e da renovação, que são a herança do homem, dos deuses e do universo. Esse espírito é chamado pelo Rigveda de Rita, enquanto os outros Vedas o denominam Brama. Somente a realização desse poder universal pode liberar a alma do ciclo do nascimento, da morte e da reencarnação.

Tal como descrita nos primeiros Vedas, a sociedade indo-ariana dividia-se em três classes - os brâmanes, os kshatriya e os vaishya -, que compreendem todos os "nascidos duas vezes", isto é, todos aqueles que receberam os sacramentos que permitem participar dos rituais védicos. A primeira das castas era a classe dos especialistas nos rituais, dos sacerdotes e dos poetas; a segunda era a dos guerreiros, que também podiam ser chefes de tribos; e a terceira, situada na parte inferior da hierarquia, era a dos mercadores e dos artesãos.

Com o passar do tempo, a cultura védica foi-se tornando cada vez mais complexa. Os textos e as epopeias mais tardias contêm descrições do uso dos instrumentos de ferro (ausentes no Rigveda) e do arado, bem como da cultura de diversos cereais, do trigo ao arroz. À medida que aumentavam em número, os indo-arianos foram colonizando extensões de terra cada vez mais vastas e contraindo matrimónio com as populações locais, dando ensejo ao surgimento de rixas e rivalidades entre clãs e alianças de clãs, entre invasores e nativos.

Esses antagonismos exigiram uma concentração de recursos e de poder, que levaram à necessidade de uma organização mais sofisticada e consequentemente de uma maior estratificação social.

A sociedade que o Rigveda descreve mostra que a vida devia concentrar-se nas aldeias e nos centros religiosos, daí a ausência de grandes cidades. Os brâmanes asseguraram seus privilégios retendo a exclusividade na celebração dos rituais - somente eles memorizavam e transmitiam os Vedas -, defendendo o recurso às cerimônias em todas as circunstâncias possíveis e imagináveis e cobrando honorários elevados para cuidar que elas se realizassem segundo as regras. Ao mesmo tempo que eles exerciam essa autoridade ritual até sobre os poderosos chefes de tribo, sugavam a riqueza da classe dos mercadores e fiscalizavam para que os shudra permanecessem na base da pirâmide social, interditando seu acesso aos méritos decorrentes da observação dos rituais.

A partir do ano 600 a. C., as maiores cidades-estados conhecidas da história do mundo começaram a surgir e a perdurar, e o subcontinente indiano da época reunia todas os elementos indispensáveis para tal:

  • a estratificação da sociedade,
  • a existência de uma rede de ligações entre especialidades econômicas e classes sociais,
  • a disponibilidade de certo número de recursos,
  • a uma evolução técnica suficiente para produzir excedentes.

retirado de André Bueno

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